
A solução para as dificuldades é a unção do Espírito Santo
Convido o prezado leitor a meditar comigo sobre a mensagem registrada no livro do profeta Joel, no capítulo 2 e versículos 18 e 19: “E o Senhor terá zelo de sua terra, e se compadecerá de seu povo. E o Senhor responderá e dirá ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o óleo, e deles sereis fartos, e não mais vos entregarei ao opróbrio entre as nações”.
Conforme a leitura desse registro bíblico, podemos observar que nossos irmãos no passado utilizavam o odre para armazenar bebidas. E o que era o odre? Era um antigo recipiente feito de pele de animal, geralmente de cabra, usado para o transporte de líquidos. Com o passar do tempo, o uso contínuo do recipiente fazia com que seu material ficasse ressecado até se quebrar, porém os usuários mais precavidos imergiam o odre em um tanque de água e deixavam o recipiente por um determinado período até ficar umedecido. Então, mais tarde, a pessoa retirava o utensílio do tanque e o colocava ao sol. Finalmente, o objeto era untado com azeite. O longo processo era necessário para recuperar o material, para que, dessa forma, tivesse condições de armazenzar vinho velho ou novo, porque estava resistente novamente. É um processo muito bonito e que podemos contextualizar à atuação do Espírito Santo, que constantemente derrama o azeite em nossas vidas.
Aproveito para dar um conselho a todos os que estão lendo as páginas deste jornal: mergulhe seu depósito de azeite no tanque das águas da vida! Deixe a Palavra de Deus umedecer o seu coração! Quando o Espírito Santo trabalha com a Sua Palavra em nossas vidas, tudo passa por uma transformação.
Certa vez, eu estava ministrando a mensagem bíblica na cidade de Salto do Céu (MT) e, naquela ocasião, percebi que havia um irmão que, em dado momento, se levantava, dizia algumas palavras e sentava-se. Ele repetiu aqueles movimentos por diversas vezes. No encerramento do culto, o pastor daquele igreja chamou aquele irmão e perguntou a causa de sua manifestação, e ele respondeu: “Pastor, o senhor sabe que eu sou proprietário de algumas terras por essa região, mas quando fui receber as 50 bolsas de arroz do locatário, ele não quis me pagar e ainda me disse: ‘Os crentes são tolos, eu não vou dar nada para o senhor!’. Eu retruquei e negociamos, a quantidade de sacos de arroz foi diminuindo e não chegamos a um acordo. Fiquei tão indignado com a conduta daquele homem que o ameacei de morte. Eu fui para a cidade para comprar uma faca e cometer o crime. Eu estava cheio de ódio no coração. Nesse momento, encontrei dois irmãos que me abraçaram e me conduziram para o templo. Eles não sabiam de meus reais propósitos. Decidi sentar-me no último banco e ficar pouco tempo no recinto, mas quando ouvi a mensagem da Palavra de Deus pelo pastor, eu senti como se gotas de orvalho caíssem em meu coração, e eu não senti mais o ódio, mas em seu lugar comecei a sentir alegria, e o Senhor Jesus batizou-me no Espírito Santo! Aquela manifestação minha foi para dizer a Deus que já estava tudo pago”.
Queridos, a solução para as nossas dificuldades é a unção do Espírito Santo!

O poder de Deus é eficaz para transformar vidas
Convido ao prezado leitor para meditar na mensagem extraída da Carta de Paulo aos Colossenses, capítulo 1 e versículo 29: “E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que obra em mim poderosamente”.
Todos nós sabemos que a eficácia é determinada pela produção dos resultados desejados. Ora, quando o então fariseu Saulo de Tarso se converteu a Cristo, a sua vida foi transformada, mudou radicalmente. Mas, antes de passar por essa experiência abençoadora, quem foi Paulo?
A Bíblia Sagrada apresenta Saulo como um perseguidor da Igreja Cristã, porém, mais tarde, ele passou a ser perseguido também. O Espírito Santo trabalhou em sua vida até transformá-lo no “Apóstolo dos Gentios”.
Ao longo de sua trajetória, Paulo compreendeu que deveria trabalhar para Jesus com eficácia e cuidado, a fim de produzir sempre o melhor para o Reino de Deus. Ele sabia que a eficácia em seu ministério dependeria de sua vida espiritual e de sua comunhão com Deus, além de seu convívio com seus irmãos e seu testemunho na sociedade.
A Bíblia relata o testemunho de várias pessoas que vivenciaram as bênçãos de Deus pela Sua Palavra, que sempre traz grandes resultados. Mas, eu desejo ilustrar essa perícope com a história da menina que foi escrava na casa de um homem muito importante. As Sagradas Letras afirmam que ele era um valoroso general, não somente por seu desempenho como militar, mas também devido à fidelidade ao seu soberano. Embora aquele homem fosse tão importante, a Bíblia dá conta de que Naamã era leproso. Mas, a menina ao seu serviço acreditava no Deus de Israel e, ao contemplar o sofrimento de seu patrão, teve misericórdia de sua situação e, com o coração compungido, ela aborda a sua senhora, esposa do oficial e instrui a mulher a como proceder a fim de salvar a vida do seu marido: “Senhora, o general está sofrendo muito! Mas, se ele for a Samaria e procurar o homem de Deus, certamente ele vai orar e meu senhor Naamã será restaurado de sua enfermidade”.
O testemunho da menina, exposto com toda a simplicidade de uma escrava, mas demonstrado com tanta eficácia, alcançou o coração de seus patrões. Logo, o caso de Naamã é conhecido pelo rei de Israel e assim o profeta Eliseu surge como o instrumento de Deus na solução do problema, e dessa forma o testemunho daquela menina foi coroado de pleno êxito.
É por este motivo que eu anuncio o Senhor Jesus, que ainda nos dias atuais salva, cura e batiza no Espírito Santo: o seu poder é eficaz para a sua vida, para transformá-la. Creia e que Deus abençoe a sua vida em nome de Jesus!

Quando o Senhor ouve a nossa oração
O texto de Salmos 6.1-9 nos leva à seguinte reflexão: Quando é que chegamos ao conhecimento de que o Senhor já ouviu a nossa oração?
Nesse salmo, Deus havia ferido o salmista com uma enfermidade grave devido ao seu pecado. Davi, então, clama por misericórdia. O seu desespero nos faz entender o grau da sua angústia e a pressa por uma resposta de Deus.
Nos versículos 2 e 3, Davi, na sua impaciência, insiste diante de Deus por uma resposta e confessa que se sente castigado, fraco, enfermo e perturbado. Deus, porém, não respondeu depressa, mas no Seu devido tempo.
Mais à frente, Davi declara seu cansaço, o seu gemido e suas muitas lágrimas. Ele insiste suplicando a Deus, que o ouve e aceita a sua oração.
O que podemos aprender dessa passagem?
Em primeiro lugar, que quase sempre o nosso sofrimento é o resultado das nossas desobediências. Foi o caso de Davi nesse salmo.
Em segundo lugar, os nossos pecados sempre nos levam ao desespero, à angústia, ao sofrimento. Alguns há que desejam até a morte.
Em terceiro lugar, a única solução é recorrer a Jesus. Ele é o socorro bem presente na angústia. A Sua misericórdia nos livra da morte.
O único recurso é orar. “Até quando? Até quando?” Até Deus responder. Até compreendermos que Ele é o único Deus, poderoso, soberano, cheio de compaixão e amor, mas também é justiça, e não aceita o pecado.
Quando reconhecemos que não somos nada, e Ele é tudo; quando compreendemos nossas limitações e impossibilidades, e que Ele tudo pode; quando clamamos, buscamos Sua face e nos consagramos, Ele aceita as nossas orações.
Gostaria de chamar a sua atenção agora para Salmos 50.15. Nesse texto há três grandes verdades:
1) O servo tem o seu dia de angústia. A angústia de Marta e Maria durou quatro dias (Jo 11). Os momentos de angústia exigem esforço e perseverança.
2) Temos uma grande promessa: “Eu te livrarei”. Lembre-se da alegria de Ana depois de ouvida a sua oração (1Sm 2.1-10).
3) O resultado de ter passado pela angústia e vencer é o nosso testemunho: “Tu me glorificarás”. É maravilhoso glorificar a Deus firmados em nossas experiências. Se estiver passando por angústias, invoque o Senhor. Ele ouvirá a sua oração.
Em todas as gerações, o homem goza da bondade de Deus que se compromete em ouvir nossas petições. Ele ouviu Noé depois do Dilúvio, fazendo um pacto com ele (Gn 8.21). Ouviu a Abraão quando lhe apresentava sacrifícios ou intercedia por alguém. Ouviu Elias quando este desafiou Baal e mandou em resposta fogo do céu, um milagre (1Rs 18.36-37). Jeosafá orou e Deus lhe ouviu, assumindo a guerra contra os amonitas e moabitas (2Cr 20.1-3,12,15). A resposta foi livramento.
Quando na viagem da vida surgem tempestades, oramos e Ele ouve (Lc 8.22,24). Mesmo quando cometemos erros e as dificuldades surgem, oramos arrependidos e Ele nos responde (2Rs 3.9-12,16-18). Quando os problemas são maiores que nós, devemos orar e certamente Ele nos responderá (Êx 14.15-16). Confiemos na Sua resposta!
A graça divina, uma mensagem de esperança
O mais conhecido dos atributos de Deus e um dos mais amados da Igreja, porque se trata do seu favor pessoal dispensado ao homem, é, sem dúvida, a graça de Deus.
A graça é a resposta divina à toda deficiência humana e resulta em benefícios para todos nós. Esses benefícios são expressos através da salvação, misericórdia, benevolência, livramento, paz e alegria.
O Espírito Santo nos revela através do apóstolo Pedro uma característica peculiar de Deus, quando o chama de “Deus de toda a graça” (1Pd 5.10). Essa expressão significa a profundidade da graça divina. No dizer do autor do hino 205 da Harpa Cristã, é “mais alta que nuvens celestes, mais funda que profundo mar”. É somente esta “toda a graça” que é capaz de anular os tristes efeitos do pecado. Você conhece outra tão grande mensagem de esperança para todos?
Se esse favor de Deus alcançasse apenas os “bons”, que favor seria esse? Que tipo de evangelho teríamos para anunciar, pois “ninguém é bom senão um só que é Deus” (Mc 10.18)? Todos ficariam de fora do favor de Deus, pois todos pecaram (Rm 3.23).
E qual é o alvo da graça de Deus? Não podia ser outro, senão o de salvar o homem (Ef 2.8-9 e Tt 2.11-13). Um homem sem Deus é considerado na Bíblia como morto. É isto o que está escrito em Efésios 2.5: “Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos.” Ora, um defunto nada pode fazer por si mesmo, nem para ressuscitar, nem para renascer fisicamente, nem ainda para renascer espiritualmente. É então aí que atua a graça. Tudo é realizado pela bondade de Deus para que o homem não tenha nenhum mérito nisso. Isso fica bem claro no texto de Efésios 2.8-9: “Pela graça sois salvos; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras (ação humana) para que ninguém se glorie”.
É confortante poder entender que o Criador, o Soberano, o Todo-Poderoso, deseja repartir sua graça com todos os homens. Esse desejo foi tão grande a ponto de o Senhor investir tudo o que de mais precioso possuía, que foi o seu próprio filho, o seu único filho (Jo 3.16).
Está enraizada no coração do homem a idéia de que ele tem que fazer alguma coisa para tornar-se merecedor da salvação. Po risso, para se entender melhor essa dádiva divina, vamos estabelecer alguns poucos contrastes entre a Lei e a graça.
A pessoa está sob a Lei quando tenta garantir sua salvação ou santificação como recompensa, por fazer boas obras ou observar certas cerimônias; a pessoa está sob a graça quando assegura para si a salvação na obra que Deus fez por ela (mediante a morte de Cristo), e não em alguma obra que esta pessoa tenha feito para Deus. A Lei exige que tudo seja pago – “Olho por olho, dente por dente” – enquanto a graça afirma que tudo já foi pago no Calvário (Cl 2.14). A Lei apenas acusa o homem de pecador, mas nada faz para o salvar; enquanto a graça salva sem nada cobrar (Ef 2.8-9).
É difícil descrever resumidamente um assunto tão amplo e maravilhoso como este, mas um ponto que bem complementa a idéia da bênção de Deus para nossas vidas é o fato mencionado por Paulo de que Cristo, além de pagar nossas dívidas (pecados), “cravou-as na cruz” (Cl 2.14). Esse fato retrata um costume entre os orientais.
Ao ser paga uma dívida, o ex-devedor afixava junto à sua porta o documento de quitação, uma espécie de recibo, onde estavam descritas cada uma das dívidas. Esse ato tinha por objetivo mostrar para todos que a dívida havia sido resgatada totalmente. Paulo compara esse costume se referindo à conta dos nossos delitos diante de Deus, a qual ninguém podia pagar, e que nos condenava. Porém, Jesus quitou essa dívida na cruz, e agora quem vem a Ele aceitando-o como Salvador e Senhor de sua vida tem os pecados perdoados.
Manifestação da glória de Deus no 6º Congresso Mundial na Índia
Houve por bem ao Espírito Santo e a nós realizarmos o 6º Congresso Mundial das Assembleias de Deus na Índia, considerado o país mais populoso do planeta. Depois de um período de oração, nos dias 3 e 4 de março de 2010, reunimo-nos em Amsterdã, capital da Holanda, a fim de organizar toda a programação do evento, tão desejado pelo povo indiano.
O local escolhido foi a cidade de Chennai, que concentra uma população de mais de 12 milhões de habitantes. Após uma longa viagem de 21 horas de vôo, chegamos ao nosso destino no dia 4, às 2h. Nós fomos recebidos por uma comissão de pastores indianos. Nesse mesmo dia, o nosso comitê, liderado pelo pastor norte-americano George Wood, se reuniu para analisar os preparativos do grande evento. Após algumas considerações, aceitamos o convite da Assembleia de Deus dos Estados Unidos, que estará celebrando o seu centenário em 2014. Decidimos então que o 7º Congresso Mundial deverá ser realizado na cidade de Springfield, Missouri (EUA).
O 6º Congresso teve o seu início pontualmente às 18h30, horário local (7h30 à frente do nosso horário no Brasil), do dia 6 de fevereiro. O grande templo da Assembleia de Deus foi o local escolhido e o pastor David Mohan deu início aos trabalhos com todas as dependências do prédio ocupadas. Nós adoramos a Deus e desfrutamos de sua maravilhosa presença. Também percebemos a participação de grupos de irmãos oriundos de países islâmicos. Percebemos ainda que a liturgia daqueles irmãos indianos é semelhante a dos brasileiros. São crentes avivados.
Durante o culto, houve um momento em que foram apresentados os missionários que estão em atividade em países hostis ao Evangelho. Foi maravilhoso ouvir e observar esses valorosos missionários que, mesmo sofrendo perseguições e com o risco de perder a vida, mostram disposição na obra de Deus.
Em todas as reuniões, o espaço do templo estava ocupado, mas eu quero ressaltar a forma cortês e a amabilidade dos nossos irmãos indianos. Esse diferencial conquistou os nossos corações. A organização de todo o evento foi perfeita, todos nós fomos alvo do cuidado e da assistência dos anfitriões.
A comitiva composta pelos brasileiros ficou honrada pelo destaque concedido pelos irmãos indianos através da participação do pastor Joel Freire da Costa, um dos preletores dos cultos à noite. O Senhor o abençoou grandemente. Foram muitas as conversões e grande a manifestação da glória de Deus. Eu peço ao amado leitor que ore por aquela nação formada por 1 bilhão e 200 milhões de habitantes. Desejo ressaltar que o culto aos milhares de deuses está sendo substituído pela adoração ao Único e Soberano Deus. A Índia, através da cidade de Chennai, recebeu um grande avivamento de Deus.
Entregue o que você tem a Jesus e Ele fará um milagre em sua vida
Desejo compartilhar com o prezado leitor uma mensagem com base na passagem bíblica do Evangelho Segundo João, capitulo 6, onde é relatado um dos grandes acontecimentos no Novo Testamento, até porque o ministério de Jesus foi rico, mas não somente em palavras. O Senhor não foi apenas uma pessoa eloquente, mas era também uma pessoa que falava e realmente executava. As palavras de Jesus tinham efeito, e não somente pelos sinais e milagres, mas também pelo seu exemplo e pela sua unção, que era tão forte ao ponto de, ao falar a mensagem, os corações se derreterem.
Conta-nos João que o Mestre estava rodeado por uma grande multidão e com ele estavam reunidos seus discípulos, mas Jesus, que atenta às nossas necessidades, se sensibilizou por aquela multidão formada por pessoas já cansadas e famintas. Ele chamou Filipe, um dos seus apóstolos, e faz a célebre pergunta: “Onde compraremos pão para estes comerem?”. João deixa claro que o Senhor disse isso para experimentá-los, porque sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: “Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco”. O relato continua e outro discípulo, André, irmão de Simão Pedro, saiu dentre a multidão e encontrou um rapaz, que apresentou ao Mestre, Ele tinha um pequeno lanche, constituído por cinco pães de cevada e dois peixes. André o apresentou, mas com uma observação: “O que é isto para tantos?”
Desejo chamar a sua atenção para esse milagre, conhecido como “A Multiplicação dos Pães e Peixes”, para extrair dessa leitura algumas verdades. Aqui encontramos a disponibilidade de um jovem que não tinha uma grande quantidade de comida para oferecer, mas que, quando foi abordado por André, certamente abriu seu coração. Acredito que o jovem creu que o se entregasse para Jesus o pouco que possuía, havia a chance de acontecer um grande milagre, e foi justamente o que aconteceu. O menino, trazido por André, se encaminha para Jesus, entrega para o Senhor o seu lanche e logo toda a multidão se assenta sob a Sua ordem, e então começa a distribuição daquele pequeno lanche. Ele coloca nas mãos de seus apóstolos e aqueles homens alimentaram a multidão.
Medite agora no conteúdo dessa mensagem e pergunte a si mesmo o que acontece hoje com você. Saiba que Jesus não quer o seu dinheiro, até porque Ele não precisa. A Bíblia diz que o Senhor é dono da prata e do ouro, e que a Terra e a sua plenitude pertencem ao Criador, mas existe algo que Ele pede a você de uma forma singela: “Filho meu, dá-me o teu coração”. Jesus faz esse pedido porque tem interesse em abençoá-lo. A Bíblia informa que o coração é o centro, a saída da vida, é do coração que saem todos os recursos para o nosso pensamento e vida. Lembre-se: Ele quer todo o seu coração para expulsar todo o malefício, como a ira e mágoas.
Encontramos na Bíblia que o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado. Ele quer purificar o seu coração e torná-lo limpo. E sabe o que o Senhor faz em seguida? O apóstolo Paulo nos conta que Ele vem e faz no nosso coração a Sua morada. O próprio Jesus manifesta o Seu desejo de estar próximo do ser humano, quando diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”, Ap 3.20. Ele entra em sua vida para que tenha paz, porque onde Jesus está as nossas dificuldades são sanadas, pois Ele é o Deus da vida.
Pr:José Wellington
Só o sacrifício de Jesus tem poder de resgatar o homem de seus pecados
Meu prezado leitor, eu o convido a meditar comigo na mensagem da Palavra de Deus em Lucas 23.15-18: “Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte, Castigá-lo-ei, pois e soltá-lo-ei. E era necessário soltar-lhes um pela festa. Mas toda a multidão clamou a uma, dizendo: Fora daqui com este, e solta-nos Barrabás”.
Todos nós que lemos a Bíblia conhecemos esse relato do ministério do Senhor Jesus. O Mestre estava preso, sendo julgado e seus seguidores também estavam sofrendo naquela ocasião. Jesus esteve diante de Pilatos e uma multidão escarnecia do prisioneiro. Os inimigos de Jesus faziam uma pressão tremenda contra Jesus porque o procurador romano estava julgando a causa de um homem de que ele já ouvira falar algumas vezes que só realizava o bem. Pilatos tinha conhecimento do ministério de Cristo, mas naquela ocasião estava diante de uma multidão que exigia a morte dAquele que fez o bem para a humanidade. Chamo a atenção do leitor para o fato de como os homens podem ser cruéis em alguns instantes da vida, pois, para complicar ainda mais a situação, aquelas pessoas, sabendo que deviam decidir entre Jesus e Barrabás, um prisioneiro acusado de sedição, que certamente seu motim resultou em perda de vidas humanas, escolheram a libertação de Barrabás. Em nossos dias, Barrabás seria considerado um terrorista. Preferiram um terrorista a Jesus.
Após ouvir as palavras de Pilatos, a multidão manifestou aos gritos a sua vontade ao pedir a liberdade do criminoso.
Meditemos na situação daquele terrorista que, ao escapar de sua condenação e se dirigir à sua casa, lembra-se que o outro prisioneiro, que só fizera o bem, estava morto na cruz em seu lugar. Acredito que Barrabás tinha consciência disso. Tenho certeza absoluta que ele lembrava que Jesus havia sido crucificado em seu lugar. Quem havia transgredido as leis era Barrabás e não Jesus, que não tinha pecado, ou seja, nenhum crime pelo qual devia ser sentenciado pelas leis dos judeus ou dos romanos, mas o Senhor levou sobre si, espontaneamente, o lugar destinado a Barrabás, a mim e a você.
Todos nós sabemos que aquele criminoso simboliza o homem no pecado, todos nós. O ser humano pecou contra Deus e, por causa disso, está condenado ao Inferno. A Palavra de Deus afirma que o pecado gera a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus. O apóstolo Paulo também deixou registrado que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23), mas Cristo, pelo Seu sacrifício, garante o perdão para os homens pecadores. Esse perdão só foi possível devido ao sacrifício impossível de ser realizado por qualquer um de nós.
Mais uma vez, cito o Apóstolo dos Gentios, Paulo, que afirma que Jesus foi obediente ao Pai de tal maneira que tomou a forma de homem, mesmo sendo Deus, e encarou a morte de cruz (Fp 2). Ele tomou o nosso lugar.
Reflita agora sobre a situação do homem natural, envolvido em seus pecados. Mesmo assim, Jesus, amorosamente, conforme a revelação do profeta Isaías, levou sobre si todas as nossas dores e pecados e os cravou na cruz. Com a Sua morte e derramamento de Seu sangue, fomos perdoados. O apóstolo João disse que “se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1 Jo 1.7). Eu sou grato ao Senhor por Seu sacrifício e pela revelação de Sua Palavra, através da qual posso enxergar não mais um Jesus crucificado, mas ressurreto, que venceu por nós e concede-nos a salvação. Só Ele pode resgatar o homem verdadeiramente dos seus pecados e dar-lhe a vida eterna.
Pr:José Wellington
A atualidade da mensagem bíblica aos homens
Convido o prezado leitor a meditar comigo no livro do profeta Daniel 12.3: “Os entendidos, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente”.
Essas palavras foram registradas por um grande homem. Daniel é um personagem tão célebre que mesmo as nossas crianças o reconhecem. Quer um exemplo? Quando nós mencionamos o seu nome para um dos pequenos, logo este o reconhece como sendo aquele homem que foi lançado à cova dos leões. Mesmo naquele lugar sinistro, o Senhor enviou o Seu anjo, e o profeta desfrutou de uma noite tranquila entre as feras. Bem, mas o texto em questão diz respeito a uma bênção de Deus, destinada para aqueles que ensinam a doutrina bíblica. Quero dizer que a Bíblia não é um livro velho, embora ela exista há séculos e tenha sido editada pela primeira vez em formato de livro no ano de 1492 pelo alemão Johannes Gutenberg. Refiro-me à sua mensagem, que continua extremamente atual porque é a Palavra de Deus para o ser humano de todas as épocas.
A Bíblia possui mensagens para os dias atuais e para o futuro também. A importância da Bíblia está no fato de que, como obra inspirada pelo Espírito Santo, sua mensagem fala profundamente a todos os homens de quaisquer camadas sociais. A sua mensagem não se restringe a uma parcela da população mundial, mas atinge os ricos, os pobres, os doutos, os indoutos, os brasileiros e os estrangeiros, enfim, a todos os homens.
Outra característica interessante que podemos perceber em relação à Bíblia é que a Palavra de Deus no coração do homem também funciona como proteção. Davi deixou registrado: “Escondi a tua Palavra em meu coração, para eu não pecar contra ti”, Sl 119.11. Na verdade, a Bíblia é uma proteção para a nossa vida como um todo, pois nos orienta como devemos viver.
Entretanto, os benefícios da Palavra de Deus na vida humana não param por aí. Ela também tem a capacidade de destruir os pensamentos malignos, pois é conhecida como “o martelo que esmiúça a pedra” (Jr 23.29), e se observarmos bem vamos enxergar a real situação do mundo pecaminoso e vamos identificá-lo como um lugar sujo – porque o pecado mancha o ser humano –, mas, por outro lado, a Palavra de Deus é a água que limpa o homem, e suas propriedades purificadoras têm um poder alvejante que remove a mancha do pecado.
O que eu poderia dizer a mais? A Bíblia é simplesmente maravilhosa, e se você ainda não é um leitor dela, eu o aconselho a adquirir um exemplar do Santo Livro, pois a partir do momento que você começar a ler a sua mensagem, poderá estar em condições de dizer o mesmo que o profeta Ezequiel, que se alimentou da Palavra de Deus em um período muito difícil para os judeus, subjugados pelo governo da Babilônia: “Eu o comi, e na boca me era doce como o mel”, Ez 3.3.
No instante em que você se tornar uma pessoa íntima da Bíblia Sagrada, seu coração se tornará cheio de gozo e paz.